terça-feira, 15 de agosto de 2017

A desolação de Tanney


A estreia do Titans na pré-temporada foi desoladora para quem acredita que há uma briga pela vaga de QB reserva do time. Com Matt Cassel se recuperando de uma lesão no dedão da mão direita, Alex Tanney (foto) teve a oportunidade de jogar a partida praticamente inteira e ele foi muito mal. Além de ter acertado menos da metade dos passes que tentou, o jogador de 29 anos encerrou o duelo contra o Jets com uma INT e um fumble perdido, ambos turnovers com o Titans em posição de anotar ao menos um FG.

É importante dizer que o Titans colocou Tanney em situações adversas durante todo o último sábado. Com a OL titular a sua frente, ele sofreu um sack tão forte que foi preciso passar pelo protocolo de concussão. O restante do jogo não foi diferente, com os bloqueadores sofrendo muito para defender as blitzes do Jets.

O pior de tudo para Tanney é que ele não está mais elegível para integrar o practice squad do Titans. Logo, para permanecer na NFL, ele vai precisar ocupar uma das 53 vagas de alguma equipe. Com um currículo bastante modesto e atuações como a do último sábado, Tanney está muito próximo da sua aposentadoria na liga.

Outros atletas que brigam por um emprego na NFL também não se saíram bem na nossa estreia. Esperava bem mais de WRs como Jonathan Krause e Tre McBride, assim como a dupla de TEs Jace Amaro e Jerome Cunningham. Jogador mais velho do ataque, Harry Douglas atuou bem e mostrou para todos que não vai ser fácil tirá-lo do nosso elenco.

Do lado defensivo, destaque para o NT Antwaun Woods. Undrafted free agent no ano passado, ele começou a partida como titular por causa do seu ótimo desempenho no training camp. Ficaria surpreso de vê-lo como o principal NT do time em todo o ano, mas, no momento, não parece um absurdo colocá-lo no roster da temporada regular.

Os calouros Taywan Taylor e Jayon Brown também brilharam em seu primeiro jogo na NFL, já Logan Ryan não impressionou, muito pelo contrário. Não acho que as recepções que ele cedeu são preocupantes, porém é inegável que ele deixou a defesa na mão em Nova York.

O Titans volta a campo neste sábado, às 16h (horário de Brasília), contra o Carolina Panthers, no Nissan Stadium.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Mariota é melhor do que você imagina

Não há dúvidas de que o Titans é uma das equipes menos interessantes da liga desde o início desta década. O nosso número de torcedores no Brasil exemplifica isso perfeitamente. O boom da NFL por aqui aconteceu a partir de 2012, e como ocorreu comigo, quem começa a acompanhar o esporte vai se identificar mais com os times que ganham. Isso é óbvio. Como o Titans não vencia e nem aparecia nos jogos transmitidos para o país, a nossa torcida ganhou pouquíssimos membros.

Como toda boa história, há um plot twist aqui. E ele responde pelo nome de Marcus Mariota. Eu não sei como esse cara foi parar em Nashville. A franquia estava tão bagunçada que era improvável eles fazerem a coisa, mas eles fizeram!

Mariota é do Titans há duas temporadas e ele vai salvar a gente. É melhor se acostumarem, em pouco tempo a nossa torcida no Brasil vai explodir.

Com a propriedade de quem assistiu todos os QBs do Titans jogarem, posso dizer que o Mariota é o melhor signal caller que a franquia já teve.

A principal arma do Mariota é a sua precisão. De acordo com o analista Jonathan Kinsley, o jogador da Universidade do Oregon consegue ser efetivo nas tight windows porque ele possui uma das mecânicas mais apuradas da liga. Enquanto se move muito bem no pocket, ele consegue lançar a bola de forma compacta, suave e bastante veloz.

A parte tática do jogo do Mariota dispensa comentários. Quando toda a NFL questionava a sua capacidade de leitura por conta do esquema simplório utilizado por Oregon, ele mostrou habilidades completamente opostas. Inteligente, Mariota é capaz de diagnosticar todo o campo em poucos segundos. Se isso não fosse o suficiente, ele ainda manipula os oponentes com os seus olhos, se tornando o responsável muitas vezes por deixar os seus WRs livres.

Mesmo mostrando talento suficiente para ser o centro de um ataque complexo na liga, Mariota ficou preso a um esquema menos exigente no ano passado. Segundo o analista Cian Fahey, ele deveria liderar um ataque que utilizasse o maior número de WRs possíveis, com ele atuando no shotgun a maioria das vezes. Porém no exotic smashmouth do Mularkey, o que vimos foi um time que tirava responsabilidades do QB, correndo com a bola em formações under center para depois tentar passes em rotas verticais.

Com Mariota em campo, o Titans obteve uma média de 6,8 jardas atuando a partir da formação shotgun, a terceira melhor marca da liga. Apesar do sucesso, 26 times colocaram o seu QB em mais jogadas no shotgun do que a gente.

A seleção das jogadas também não favoreceu o Mariota. Especialista em passes curtos, ele muitas vezes foi obrigado a lançar para WRs em rotas verticais e a mais de 20 jardas de distância da LoS. Nessas situações, Mariota foi o 23º QB mais preciso da liga, porém o 12º que mais realizou estes passes.

“O Titans usou rotas que buscavam as big plays. Sob max protection, Mariota precisou lançar para apenas um receiver correndo downfield. Esse tipo de jogada tira as opções do Mariota, impedindo o jovem de manipular as coberturas com as suas ações no pocket. Os sacrifícios do ataque criaram passes óbvios, exigindo do Mariota lançamentos longos e em tight coverage. As escolhas do Mularkey enfatizam o talento da linha ofensiva, torcendo para que a defesa cometa erros ao invés de colocar o seu QB para causar um grande impacto em cada jogada”, escreveu Fahey em seu novo livro, o Pre-Snap Reads.

A situação adversa não fez do Mariota um QB ruim, muito pelo contrário. Aos 23 anos, ele acumulou estatísticas sensacionais, que o deixaram atrás apenas da elite da liga. Ao lado de Colin Kaepernick, ele foi o único QB da NFL que conseguiu passar quatro jogos sem lançar um interceptable pass. Em passes de 11 a 15 jardas da LoS, ele conseguiu ser mais preciso que Matthew Stafford, Russell Wilson, Matt Ryan, Derek Carr e Jameis Winston, por exemplo.

Todas as qualidades do Mariota ficam evidentes assim que o Titans chega à red zone. Nas últimas 20 jardas do campo, ele é um completo animal. Em dois anos na NFL, foram 33 TDs e nenhuma interceptação. Em 2016, além de tornar o ataque do Titans o terceiro mais mortal desde 2001, ele ainda foi o QB mais preciso.

Com um grupo de WRs também disfuncional para o esquema utilizado, Mariota não recebeu muita ajuda ao longo da temporada. Os drops foram raros, porém quando o assunto foi jardas após a recepção os receivers decepcionaram demais. Somente 1.353 das 3.426 jardas do Mariota foram conquistas com a bola em posse dos seus companheiros, a nona pior marca da liga.

Quando o Mariota é impreciso o socorro não aparece. Em apenas dez ocasiões os WRs do Titans foram capazes de transformar um passe ruim em uma recepção, novamente uma das dez piores marcas da liga.

O trabalho da OL foi muito bom, mas análises assim não podem ignorar o trabalho do QB. Dos 23 sacks que levou, o Mariota foi culpado por apenas dois.

Criticar o esquema do Mularkey não é dizer que ele fracassou, muito pelo contrário. Bastante contestado em seu retorno ao cargo de head coach, ele conseguiu montar um ataque que cumpriu muito bem o prometido. O exotic smashmouth deu certo, mas ser um bom piloto na Stock Car não garante o direito de pilotar um carro da Nascar. Mariota é o QB mais talentoso da liga desde a chegada do Andrew Luck. Ele tem tudo para ser uma estrela, ele tem todas as ferramentas que um QB campeão do Super Bowl precisa ter, porém o seu comandante segue insistindo em um esquema cauteloso, quando o correto seria pisar no acelerador com toda a força.

Não tem como falar do Mariota sem citar o martírio que foi a sua temporada de estreia na liga. De tão bom prospect que ele era, alguns times chegaram a manifestar preocupação com a sua falta de defeitos. O Titans não deu a mínima para isso e fez a escolha correta, porém falhou em seguida. E falhou feio. Em 2015, o time mostrou como uma franquia não deve se preparar para receber um QB calouro.

Tirando o TE Delanie Walker e o OT Taylor Lewan, todo o ataque era muito fraco, com diversos atletas jovens. Após selecionar o Mariota, o Titans optou por ir atrás de um WR no draft, e o escolhido foi Dorial Green-Beckham, jogador trocado na temporada seguinte e hoje sem emprego. Na terceira rodada, o GM Ruston Webster recrutou o seu RT titular. Por algum motivo, ele pensou que Jeremiah Poutasi poderia ser um OT eficiente na NFL, mas logo na week 2 o bloqueador de Utah mostrou que não tinha condições de ficar em campo. Durante o training camp de 2016 Poutasi foi cortado e hoje ele é reserva em Jacksonville.

Daquele ataque titular, o Titans também cortou ou deixou testar o mercado os WRs Kendall Wright e Justin Hunter, os RBs Antonio Andrews e Dexter McCluster e os OLs Chance Warmack, Brian Schwenke e Byron Bell. Também deixaram o clube os RBs David Cobb e Bishop Sankey e o center Andy Gallik, todas escolhas do Titans no draft.


Ainda duvidando do Mariota? Então delicie-se com as melhores jogadores dele, em 2016:

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Estatísticas avançadas do Mariota

Nesta semana eu comprei o novo livro do Cian Fahey, jornalista irlandês que faz um exímio trabalho avaliando os QBs da NFL. Passei a acompanhar o europeu por conta dos apaixonados elogios ao Mariota. Sério, este cara acredita que o havaiano é um dos 5 mais talentosos QBs da liga. E ele explica muito bem isso, mas em outro momento eu destrincho suas opiniões. Agora, fique com algumas estatísticas avançadas que ele organizou. Estes dados do ano passado mostram o verdadeiro valor de um QB. Vocês vão curtir. Confira:

Interceptable Passes (estatística que avalia os passes que deveriam ser interceptados. Não leva em conta bolas desviadas na LOS, drops dos WRs, erros de comunicação visíveis, jogadas em que o QB foi acertado e Hail Mary/jogadas desesperadas. INT anuladas por faltas após o passe são levadas em conta)

Mariota - 17 Interceptable Passes em 451 passes, média de 3,77%, 12º melhor marca liga 

Accuracy Percentages (estatística que leva em conta a porcentagem de passes que o QB colocou no alvo correto. Mais uma vez, não se levou em conta nenhum dos casos citados acima)

Mariota – 295 passes corretos em 407 tentativas, média de 72,48º, 22º melhor da liga
Números do Mariota em: screens (91.53% - 15º), de 1 a 5 jardas (85,26% - 14º), de 6 a 10 jardas (75,82% - 16º), de 11 a 15 jardas (66,67% - 12º), de 16 a 20 jardas (59,09% - 16º) e mais de 20 jardas (36,93% - 23º)

Porcentagem de passes do Mariota: Screens (14,50% - 24º), de 1 a 5 jardas (23,,34% - 30º), de 6 a 10 jardas (22,36% - 7º), de 11 a 15 jardas (17,69% - 4º), de 16 a 20 jardas (10,81% - 3º) e mais de 20 jardas (11, 30% - 12º) 

Failed Receptions (estatística que mede a quantidade de passes perdidos por falhas dos WRs. São somados drops, erros de rota, perde de equílibrio após o contato etc)

Mariota - 32 Failed Receptions, média de 7,10%, a 17ª melhor marca da liga. 
Jardas perdidas com essas falhas: 318, 24ª melhor marca da liga.

Created Receptions (estatística que analisou a quantidade de passes imprecisos que viraram rcepções por conta do trabalho dos WRs)

Mariota – 10 Created Receptions, média de 2,22%, a 25ª melhor da liga 
Jardas ganhas com as Created Receptions – 246, 7,18% do total, a 10ª melhor marca da liga 

Adjustments (estatística que considera a porcentagem de passes completos de um QB se não houvesses erros dos seus WRs)

Mariota - 66.08%, a 15ª melhor marca da liga 

Yards After the Catch (estatística que soma todas as jardas que um receptor conquista após ter a bola em suas mãos)

Mariota – 1.353 jardas, apenas 39,49% do total, a 25ª melhor marca da liga
First Downs que o Mariota conquistou graças ao YAC: 47, 10,42% do total, a terceira pior médida liga

Avoidable Sacks (estatística que leva em conta a culpa do QB no sack)

Mariota – 2, cerca de 8,70% do total, a quarta melhor marca da liga  

Causa dos Avoidable Sacks: 1 Missed Read (Quando o QB não consegue lançar para um WR porque ele foi incapaz de identificar a sua hot route ou a cobertura da defesa)

1 Ran Into Sack (Quando o QB abaixa os seus olhos e acaba deixando uma parte do pocket limpo para ir em direção a um defensor)

terça-feira, 18 de julho de 2017

TV Pirata: Os jogos do Titans no Youtube


Com a offseason da NFL finalmente perto do fim, a ansiedade para ver o Titans em campo está atingindo níveis alarmantes. Na tentativa de matar a saudade do time, eu passei os últimos dias caçando jogos antigos do Titans no Youtube. Após uma boa pesquisa, que só foi possível com a ajuda de outros amigos apaixonados pelo esporte, eu encontrei essa série de jogos. São todas partidas com vitórias do Titans, em uma época em que o nossa equipe não costumava sair de campo sem vencer.

Jogos completos:

Titans x Bucs em 2001 - https://www.youtube.com/watch?v=T-RlXGk0RpM

Titans x Lions em 2001 - https://www.youtube.com/watch?v=3exeB-23RDI&t=15s

Titans x Colts em 2002 - https://www.youtube.com/watch?v=j1mERr0REZc

Titans x Steelers em 2002 - https://www.youtube.com/watch?v=SauIteH15VM e https://www.youtube.com/watch?v=Ho2e6dVju4w

Titans x Eagles em 2006 - https://www.youtube.com/watch?v=ZAT_FF2V6FQ

Titans x Giants em 2006 - https://www.youtube.com/watch?v=qDiE7-VqZhQ e https://www.youtube.com/watch?v=b11Dw7c3lZE

Titans x Saints em 2007 - https://www.youtube.com/watch?v=98gz5mfzfMo

Titans x Colts em 2008 - https://www.youtube.com/watch?v=n0b9PULFZL0  e https://www.youtube.com/watch?v=qnWEhmuKLJc

Titans x Lions em 2008 https://www.youtube.com/watch?v=kTv8oWujrYU

Titans x Packers em 2008 https://www.youtube.com/watch?v=DW_N8R_B8fE


Programas da NFL:

AFCDG Titans x Colts https://www.youtube.com/watch?v=p69TgaL_a44&t=1832s

AFCDG Titans x Steelers https://www.youtube.com/watch?v=S2_lOqRecrE&t=8s


No canal oficial da NFL é possível assistir outros três triunfos históricos do Titans. Esses jogos foram disponibilizados após uma votação popular com os torcedores. Para quem ainda não assistiu, seguem os links:


Titans x Bill nos playoffs de 1999 https://www.youtube.com/watch?v=eoE0VLUz00o

Titans x Jaguars nos playoffs de 1999 https://www.youtube.com/watch?v=9BTl9p2BsXs

Titans x Ravens nos playoffs de 2003 https://www.youtube.com/watch?v=oD9RZmQPk6Y

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Os bastidores do Titans no draft


O draft sempre rende as melhores histórias da NFL. Durante um período muito curto de tempo, as equipes precisam tomar decisões que vão impactar o seu futuro e de outras várias franquias. Escolhas que parecem certeiras podem jogar alguns times no limbo, já vários picks que ninguém dá a mínima são capazes de revolucionar o esporte.

Como já disse aqui algumas vezes, eu gosto de dividir a história da franquia Houston Oilers/Tennessee Titans em três. A primeira é entre 1960 e 1996, quando a casa da equipe foi a cidade de Houston, no Texans. Nos anos de 1997 e 1998, o time já jogava no estado do Tennessee, mas em estádios alugados e sem ligação alguma com a sua nova torcida. A partir de 1999, quando o nome Tennessee Titans passou a ser usado, a franquia deu um reset e começou a sua própria jornada.

No início de maio, o Titans se desligou de um personagem que participou de todos os drafts dessa nova franquia. Ex-olheiro, Blake Beddingfield (imagem) foi subindo aos poucos até chegar ao cargo de Diretor dos Olheiros, uma espécia de braço direito do GM. Em entrevista à rádio The Midday 180, de Nashville, Beddingfield revelou valiosos detalhes de todos os drafts do Titans. Eu separei os principais deles e fiz as minhas observações. Confira:

* Titans paga o PFF

Verdeiro dinheiro de pinga para uma franquia da NFL. É preocupante que alguns times ainda não invistam tão pouco para obter informações importantes

*Pac Man Jones não era a escolha do time na sexta antes do draft. Ele não foi entrevistado pelos técnicos e nem visitou o CT do time. Titans estava cogitando selecionar Antrel Rolle, Derrick Johnson e Troy Williamson

Não há dúvidas de que o Pac Man era o melhor CB daquele draft. Fisher pensava que poderia manter o jogador de West Virginia longe dos problemas, mas isso não aconteceu. Na temporada de 2008 fez falta um CB do calibre do Pac Man. Na minha opinião, a pior escolha de first round já feita pelo Titans 

*Floy Reese, GM da era de ouro do Titans, era o responsável por todas as escolhas, mas algumas vezes ele deixava o Fisher definir quem seria o atleta selecionado 

Durante toda a entrevista o Beddingfield deixou claro a sua admiração pelo Resse. Ele foi um grande GM, o melhor da história do Titans

*Titans chegou a ligar para o Devin Hester dizendo que ele seria a escolha do time, porém Jeff Fisher e Norm Chow (OC na época), ambos de USC, acabaram pedindo pelo RB LenDale White 

Não sou um grande fã da escolha do Hester, mas é inegável que o White não funcionou aqui 

*Mike Munchak foi o HC do Titans que mais se envolveu no draft 

Não é à toa que os draft de 2011 a 2013 foram terríveis 

*Whiz acreditava que o Zach Mettenberger podia ser titular do Titans, por isso era a favor da escolha do Amari Cooper 

Essa foi uma declaração “bombástica”. Em Nashville sempre se disse que o Whiz que pediu a escolha do Mariota, porém o Beddingfield afirmou que o Webster bancou a sua escolha desde o início

*War Room do Titans tinha o Mariota a frente do Winston no board de 2015. Se Tampa escolhesse o Mariota, Winston seria a escolha do Titans. Time passou muito tempo com ambos os QBs. Todos ficaram impressionados com a forma que o MM8 lidou com o playbook do time em um encontro com o Whiz 

Webster realmente achava que o Titans deveria sair do draft de 2015 com o seu Franchise QB 

*Em 2002, o Titans iria selecionar o center LeCharles Bentley, mas ele acabou indo para o Saints, apenas uma escolha a frente da nossa. A War Room ficou desolada 

Me deu vontade de chorar quando ouvi isso. Bentley foi um center fenomenal na NFL e teria sido fantástico tê-lo no Titans quando o time era excelente

*Jevon Kearse estava entre os três melhores jogadores do board do Titans. O time fez tudo para subir no draft e não conseguiu, porém ele acabou sobrando no pick 16 

Sem sorte não se chupa nem um Chicabon, como diria Nelson Rodrigues

*Para o Blake Beddingfield, o Chris Henry foi a escolha mais nonsense da história do Titans 

Pick absurda, baseada em sabe-se lá o quê

*Locker era tudo o que você deseja em um QB. Ele tinha muitas similaridades com o McNair, por isso Munchak gostou dele 

Munchak ...


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eric Decker é nosso! E o Super Bowl também?


No período morto da NFL, onde nada de importante acontece, o Titans conseguiu agitar a liga. Na noite de ontem, o time assinou com o free agent mais cobiçado do mercado, o WR Eric Decker, ex-Jets e Broncos.

Decker é o terceiro WR contratado pela equipe para a próxima temporada. Antes dele chegaram os calouros Corey Davis e Taywan Taylor, duas das três primeiras escolhas da franquia no draft de 2017.

A chegada de Eric Decker ao Titans é o típico negócio bom para ambas as partes. Em busca de uma ida aos playoffs pela primeira vez em dez anos, o Titans conseguiu um WR que, quando saudável, é letal na red zone. São três temporadas de mais de 10 TDs, sendo que em todas ele também passou das mil jardas recebidas.

O último WR do Titans que chegou aos quatro dígitos em jardas foi Kendall Wright, em 2013. Já os 10 TDs foram alcançados apenas uma vez, há 14 anos. Naquela temporada, além das 1.247 jardas, Drew Bennett registrou inacreditáveis 11 TDs.

O alvoroço com a chegada de Decker é inevitável, mas é bom lembrar que o Titans ainda vai utilizar um ataque que não costuma colocar muitas formações com 3 WRs em campo. Não acredito que Decker vai roubar snaps de Rishard Matthews e Corey Davis, com isso, vai restar ao camisa 87 a briga por uma vaga no slot.

Fazendo uma projeção bem otimista, acredito que Decker vai encerrar 2017 com:

Por volta de 45 a 55 recepções

Pouco mais de 600 jardas

Cerca de 7 TDs


Com esses números e apenas 31 anos, eu acredito que ele possa conseguir um ótimo contrato ao final de 2017. Na minha visão, o plano do Titans é fazer do Decker mais uma arma na red zone e uma ótima liderança no vestiário. Fica a esperança que a sua chegada represente a saída do Harry Douglas. 

No momento, o time possui sete WRs no elenco. Davis, Taylor e Matthews são intocáveis. Quem vai ficar com as últimas duas ou três vagas? Façam as suas apostas! 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O que dizem os mock drafts


Estamos a menos de trinta horas do draft de 2017. Pela primeira vez desde que se mudou para Nashville, a franquia Oilers/Titans terá duas escolhas na primeira rodada. A oportunidade de escolher dois grandes atletas é muito boa, mas será que vamos conseguir capitalizar? De acordo com os principais mocks do período pré-draft, sim. Confira o que disseram alguns dos jornalistas mais respeitados dos EUA:

Peter King, SI.com:
5th - Ohio State CB Marshon Lattimore. Western Michigan WR Corey Davis.

Mel Kiper, ESPN:
5th - Ohio State CB Marshon Lattimore. 18th - Western Michigan WR Corey Davis

Todd McShay, ESPN:
5th - Ohio State S Malik Hooker. 18th - Clemson WR Mike Williams.

Daniel Jeremiah, NFL.com:
5th – Clemson WR Mike Williams. 18th – LSU CB Tre’Davious White

Steve Palazzolo, Pro Football Focus:
5th – LSU S Jamal Adams. 18th – Alabama TE O.J. Howard

Danny Kelly, The Ringer:
5th - Ohio State CB Marshon Lattimore. Washington WR John Ross

Chris Burke, SI.com:
5th – Ohio State CB Marshon Lattimore. 18th – Clemson WR Mike Williams.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A seleção do Titans no draft


A seca de playoffs do Titans nas últimas oito temporadas está ligada ao péssimo desempenho do time no draft. Desde a saída de Floyd Reese, a franquia passou a fazer escolhas questionáveis que acabaram com qualquer chance de título na AFC South. Apesar de tudo, eu ainda consegui fazer uma seleção com os nossos "melhores" pick. Confira:

Ataque

QB Marcus Mariota (1/2/2015)
RB Chris Johnson (1/24/2008)
FB Jalston Fowler (4/108/ 2014)
WR Justin McCareins (4/124/2001)
WR Tajae Sharpe (5/140/2016 )
TE Bo Scaife (6/179/2005)
OT Michael Roos (2/41/2005)
OT David Stewart (4/113/2005)
OG Jacob Bell (5/138/2004)
OG Eugene Amano (7/239/2004)
C Justin Hartwig (6/187/2002)


Defesa

DE Jevon Kearse (1/16/1999)
DE Karl Klug (5/142/ 2010)
DT Albert Haynerworth (1/15/2002)
DT Jurrell Casey (3/77/2011)
OLB Keith Bulluck (1/30/2000)
OLB Derrick Morgan (1/16/ 2010)
ILB Stephen Tulloch (4/116/2006)
CB: Cortland Finnegan (7/215/2006)
CB: Jason McCourty (6/203/2009)
S: Michael Griffin (1/19/2007)
S: Tank Williams (2/45/2002)

*pick/round/ano

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Análise do calendário do Titans em 2017


Tudo na NFL é um grande evento. Sem jogos até o início de agosto, a liga precisa se mexer para ficar em evidência, e com muita competência, consegue transformar a divulgação do calendário em algo relevante para mídia e fãs. Após muitos rumores e informações desencontradas, o Titans finalmente ficou sabendo na noite de ontem a ordem das suas partidas na próxima temporada (imagem acima).

É muito legal saber contra quem vamos estrear, mas ao mesmo tempo bate uma tristeza enorme, afinal, estamos ainda a 142 dias do kickoff. Olhando por alto outros calendários, posso dizer que o Titans saiu com uma tabela excelente, uma das melhores da NFL. Veja o porquê:

Estrear contra o Raiders 

O Titans não vence na week 01 jogando em casa desde 2010, justamente contra o Raiders. Eu prefiro encarar oponentes fortes no início, e vamos fazer isso em 2017. Nas primeiras cinco semanas, o Titans vai enfrentar quatro equipes que foram aos playoffs na última temporada. Caso tudo dê errado, o time ainda vai ter tempo para se recuperar, e até os times mais completos da liga demoram para engrenar, por isso esses adversários podem estar “mais fracos” nos primeiros meses.

Bye após sete jogos

No ano passado o Titans fez doze jogos antes da sua semana de descanso. Praticamente um crime. Bye é muito importante e a gente vai folgar em uma das semanas mais desejadas por todos os times da NFL.

Dois jogos no oeste em sequência 

Final de temporada, time bastante cansado e o Titans recebe este presente da NFL. Enfrentar Cardinals e 49ERs fora de casa na sequência é uma das melhores coisas dessa tabela. Aposto que o time nem sequer viaja de volta para Nashville.

Encerramento contra Rams e Jaguars em casa

A maioria esmagadora dos times enfrentam os seus adversários de divisão nas últimas duas rodadas. O Titans fugiu dessa regra e ganhou como presente o L.A. Rams na week 16, um dos times mais fracos da NFL. No último jogo de 2017, o time recebe o Jaguars para a sua vingança.

Monday Night Football contra o Colts

Após dois anos, o Titans volta ao MNF, onde tem um ótimo retrospecto de 10 vitórias em 16 jogos. A partida será em Nashville, logo contra o Colts, equipe que não vencemos desde 2011. Será que agora vai?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Titans no free agency 2017


O Tennessee Titans começou muito bem a reconstrução do seu elenco para a próxima temporada. No primeiro grande desafio da offseason, o GM Jon Robinson foi atrás de reforços para defesa e Special Teams. A baciada foi grande, com oito jogadores contratados e mais quatro recebendo uma renovação. Até o momento, deixaram o time nove atletas, e os cinco que estão sem contrato devem permanecer assim.

Veja quem chegou:

Defesa: S Johnathan Cyprien (Jaguars), CB Logan Ryan (Patriots) e NT Sylvester Williams (Broncos) 

Cyprien foi o primeiro a chegar e de forma surpreendente. O grupo de safeties não é ruim, mas como toda a defesa, não está em condições de recusar ajuda. Na minha opinião, o Titans trouxe uma peça para o seu quebra-cabeça, um jogador para exercer uma função específica. Cyprien vai ficar próximo ao box na maioria das jogadas e será o nickel LB em formações de passe. Ele foi um dos melhores da liga contra o jogo corrido, em 2016. Como dito por Robinson, não existe franquia na NFL que não tenha o combate ao jogo corrido como prioridade.

Para resolver o grave problema com os CBs, o Titans foi até New England buscar um titular nas duas últimas vitórias da equipe no Super Bowl. A ligação de Robinson com Ryan é antiga, vem desde o draft de 2013, quando ele convenceu Bill Belichick a selecionar o jogador de Rutgers na terceira rodada. Apto para jogar nas laterais e no slot, Ryan é um grande tackleador, algo que os nossos CBs não costumam fazer bem. Robinson estipulou a contratação de Ryan como prioridade nesse FA e ela veio em um ótimo momento.

Por fim, o Titans trouxe mais um especialista contra o jogo corrido. Com o NT Sylvester Williams, o time espera ter uma DL ainda mais física. Ex-escolha de primeiro rodada, ele, assim como Ryan, já jogou dois SBs em sua curta carreira na liga. Williams não foi muito bem em Denver, mas Robinson sempre acreditou em seu potencial e tem certeza que ele vai ser o NT que a franquia precisa.

Ataque: OL Tim Lelito (Saints)

Antes só do que mal acompanhado, né Lelito? Com poucos buracos no ataque, o Titans optou por trazer mais um atleta versátil para a sua linha ofensiva. Em New Orleans, Lelito jogou de C, OG, TE em formações de goal line e FB. Ele faz de tudo e vai ser muito útil.

Special Teams: CB Demontre Hurst (Bears), S Brynden Trawick (Raiders), LB Daren Bates (Raiders) e KR Eric Weems (Falcons)

O Titans resolveu acabar com os seus problemas com o Special Teams. De uma só vez, Robinson trouxe quatro reforços para o setor mais fraco do time na última temporada.

Nenhum touchdown, dois TDs cedidos, três onside kicks perdidos, pouquíssimas jogadas de impacto e uma troca de técnico. Esse foi o saldo do pior ST da história da franquia.



Voltaram: QB Matt Cassel, TE Phillip Supernaw, IL Karl Klug e LB Nate Palmer 

Queria muito a volta de Cassel e Klug. Com a lesão do Mariota, o Titans acabou ficando obrigado a renovar com o Cassel, uma vez que buscar um QB jovem no draft seria mais arriscado. Klug sofreu uma lesão séria na week 15 e talvez a sua renovação tenha sido precipitada, mas os médicos e Robinson acreditam que ele vai conseguir atuar bem em todo o ano. Supernaw e Palmer são jogadores em ascensão, e podem contribuir bem quando entrarem em campo.



Saíram: WR Kendall Wright (Bears), TE Anthony Fasano (Dolphins), OL Byron Bell (Cowboys), OG Chance Warmack (Eagles), C Brian Schwenke (Colts), NT Al Woods (Colts) LB Sean Spence (Colts), CB Antwon Blake (Giants),  CB Jason McCourthy (Sem Time), RB Antonio Andrews (Sem Contrato), OLB David Bass (Sem Contrato), S Rashad Johnson (Sem Contrato), S Daimion Stafford (Sem Contrato), KR Mark Mariani (Sem Contrato) 

É muito jogador ruim junto. Nessa lista, apenas McCourthy e Woods foram cortados. Os outros não tiveram os seus contratos renovados, sendo que o Fasano chegou a receber uma proposta de renovação. Todos foram tarde e mostram como o Titans fez tudo errado nos drafts sob a gestão do Ruston Webster

terça-feira, 7 de março de 2017

Elenco do Titans para 2017


O elenco do Titans está próximo de mudar bastante. A partir da próxima quinta-feira, 9, a equipe poderá assinar com os jogadores que estão sem contrato. Há vários nomes bons disponíveis e abaixo você pode ver uma análise de todos os setores do time. Confira:

Quarterback

2016: 2 (Mariota, Cassel)
2017: 2 (Mariota, Cassel)

Ao que tudo indica, o Titans tinha outros planos para o seu grupo de QBs, mas com a contusão de Mariota, o time se viu obrigado a renovar com o veterano Cassell, jogador que vai ser o reserva do nosso grande astro até 2018.

Wide Receiver

2016: 6 (Matthews, Sharpe, Johnson, Wright, Douglas, Mariani)
2017: 4 (Matthews, Sharpe, Douglas, McBride)

Dez em cada dez torcedores do Titans sabem que o time precisa de novos WRs. Matthews e Sharpe são bons jogadores, porém o restante do grupo é inútil. Wright sai sem deixar saudades, e eu espero que Douglas tenha o mesmo destino.

Rumores dizem que Robinson está tentando uma troca pelo Brandin Cooks, do Saints, WR que chegaria a Nashville com status de titular absoluto. Mesmo perdendo a quinta escolha no draft, o Titans ainda pode encontrar bons valores na primeira rodada. Opções não faltam e podem esperar reforços neste setor.

Ofensive Tackle

2016: 3 (Lewan, Conklin, Kelly)
2017: 3 (Lewan, Conklin, Kelly)

Setor mais forte do elenco. Não há necessidade de nenhum reforço.

Ofensive Guard

2016: 3 (Spain, Kline, Tretola)
2017: 3 (Spain, Kline, Tretola)

Spain e Kline foram surpresas agradáveis, em 2016, porém acho que a chegada de um jogador para competir com eles uma decisão inteligente. Tretola tem todos os atributos físicos para ter uma carreira boa na NFL, mas vai precisar evoluir bastante se quiser ficar no elenco este ano.

Center

2016: 2 (Jones, Schwenke)
2017: 1 (Jones)

Aqui o Titans precisa de ajuda. Jones é um ótimo jogador, porém é o único center no elenco. Schwenke, que também pode atuar como guard, seria muito bem-vindo em Nashville.

Tight End

2016: 4 (Walker, Fasano, Amaro, Supernaw)
2017: 3 (Walker, Amaro, Supernaw)

Na maioria dos ataques da NFL os TEs não chamam muita atenção, mas no Titans eles são quase protagonistas. O time raramente usa formações com apenas um TE, por isso a diretoria deve ir atrás de reforços. O draft está repleto de bons talentos e eu acho que o time vai escolher um deles. Gostaria de ter o Fasano de volta, mas não seria nada demais deixar ele assinar com outra franquia.

Running back

2016: 4 (Murray, Henry, Andrews, Fowler)
2017: 4 (Murray, Henry, Andrews, Fowler)

Não vejo necessidade de mudanças aqui, mas não acharia ruim trocarmos o Andrews por um RB mais leve e veloz.

Nose Tackle

2016: 2 (Woods, Johnson)
2017: 2 (Woods, Johnson)

Woods é um bom NT, nada além disso, já Johnson conseguiu entrar na rotação dos DLs logo em seu primeiro ano na liga. Gostaria de ver um nome de peso chegando para ocupar a titularidade, mas isso não deve acontecer.

Defensive End

2016: 4 (Jones, Casey,  Klug, Blackson)
2017: 3 (Jones, Casey, Blackson)

Apesar de termos dois jogadores talentosos, Casey e Jones, este é um setor que precisa de muitos atletas. Klug se lesionou gravemente ao final de 2016, por isso acho que não volta. Caso isso se concretize, o Titans precisa ir atrás de uma reposição à altura.

Outside Linebacker

2016: 5 (Morgan, Wallace, Dodd, Orakpo, Bass)
2017: 4 (Morgan, Wallace, Dodd, Orakpo)

Morgan e Orakpo são titulares absolutos e isso não deve mudar. Dodd foi uma decepção, em 2016, mas deve ganhar mais snaps agora que vai participar de todas as atividades da pré-temporada. Como os dois principais OLBs estão há mais de sete anos na NFL, acredito que o ideal seria buscar mais um jogador no draft.

Inside Linebacker

2016: 4 (Williamson, Woodyard, Palmer, Spence)
2017: 2 (Williamson, Woodyard)

Williamson é muito eficiente parando o jogo corrido, mas não consegue cobrir ninguém. Woodyard, por sua vez, é ótimo contra os TEs, porém perde tackles importantes. Apesar de ter recebido muitos snaps, acredito que Spence não retorna. O Titans vai atrás de dois jogadores nessa posição, pode apostar.

Cornerback

2016: 8 (McCourty, Cox, McCain, Blake, Sims, Riggs, Riley, Reed)
2017: 5 (McCourty, Sims, McCain, Riley, Reed)

Aqui está a dor de cabeça do Titans. O grupo de CBs é fraco e vai chegar ao free agency com apenas cinco jogadores. Como temos muito espaço na folha salarial, não faz sentido cortar o McCourthy. Logan Ryan, do Patriots, pode vir, assim como A.J. Bouye, do Texans. Para a nossa sorte, há bons nomes no FA, e no draft a abundância é ainda maior. Se fizer um bom trabalho, o Titans tem tudo para ter uma secundária sensacional.

Safety

2016: 4 (Byard, Stafford, Rashad Johnson, Searcy)
2017: 2 (Byard, Searcy)

A dupla Byard e Searcy dá conta do recado, mas o Dick LeBeu não costuma jogar apenas com dois safeties. Não vejo a necessidade da chegada de um nome de peso para este setor, mas se vier, o Titans não vai estar cometendo nenhum erro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O melhor e o pior do Titans no first round do draft



Há alguns dias, o pessoal do site do Music City Miracles elegeu o pior pick do Titans no draft. Fui além. Fiz um ranking com as nossas escolhas no primero round. Levei em conta todos os atletas selecionados pelo Tennessee Titans, ou seja, a partir de 1999. Desde então, tivemos quatro GMs: Floyd Reese (99-06), Mike Reinfeldt (07-11), Ruston Webster (12-15) e Jon Robinson (16 ...). Reinfeldt era GM em 2012, mas a palavra final no draft foi do Webster.

Eis a lista:

1. Keith Bulluck (2000)

Um dos LBs mais underrateds da história da NFL. Bulluck não tinha o perfil atlético dos jogadores da sua posição, mas isso nunca o impediu de ser um jogador completo. Perfeito na cobertura e ótimo contra o jogo corrido. Não criei a sua comunidade no Orkut à toa, né? Lenda!

2. Marcus Mariota (2015)

Terceiro QB selecionado pelo Titans na primeira rodada desde 2006. Uma hora a gente ia acertar e eu acho que o tiro foi no alvo. Mariota tem o melhor de Young e Locker, porém sem os seus defeitos. Não vai demorar muito para o garoto do Havaí ocupar a primeira colocação neste ranking.

3. Jevon Kearse (1999)

Poucos calouros causaram tanto impacto na NFL quanto o Kearse. Até hoje, ele é o recordista de sacks entre os rookies. Foi peça fundamental de grandes defesas do Titans em duas épocas distintas

4. Albert Haynesworth (2002)

Possivelmente o jogador mais talentoso da lista. Entre 2007 e 2008 jogou como nenhum outro defensor da história da franquia. Com o Big Al a defesa era dominante, sem ele um lixo. Jim Schwartz virou HC por conta das suas absurdas atuações, quando chegava a atrair marcações triplas.

5. Chris Johnson (2008)

Em una franquia com grandes RBs não é fácil entrar para a história, mas Johnson fez isso rápido. Em seu segundo ano na NFL, o homem mais rápido no 40-yard dash conseguiu mais de duas mil jardas e o recorde de jardas de scrimmage. Era o jogador certo para uma OL excelente. Quando o nível dos bloqueadores caiu, o CJ2K sumiu.

6. Taylor Lewan (2014)

Uma escolha estranha, mas que logo se tornou certeira. Após vários OTs não vingarem na liga, Lewan mostrou logo de cara que seria capaz de ser um grande LT. Vive seu melhor momento e hoje é uma estrela na NFL.

7. Jack Conklin (2016)

Primeira escolha da era Jon Robinson, Conklin foi motivo de piada no draft, mas agora quem está rindo é ele, o primeiro calouro a ser OT All Pro desde a criação do Super Bowl. Chupa!

8. Derrick Morgan (2010)

Jogador do quase. Morgan é titular e peça fundamental no time até hoje, mas nunca conseguiu uma temporada de mais de dez sacks. Em 2016, ele ficou no quase novamente. Vale ressaltar que fez muito bem a transição da defesa 4-3 para a 3-4.

9. Michael Griffin (2007)

Campeão universitário em 2005, Griffin nunca conseguiu ficar entre os grandes safeties da liga. Ao menos sempre mostrou muita garra e liderança.

10. Kendall Wrigth (2012)

Apontado como um dos atletas mais explosivos do draft, Wright viveu de flashes em Nashville. Faltou inconsistência e talento para se adequar às mudanças no ataque. Fez a sua última temporada na franquia.

11. Chance Warmack (2013)

Pegar um OG no top 10 do draft nunca é muito inteligente, mas Warmack chegou com o status de pick mais seguro do recrutamento. Apesar de toda habilidade física, o atleta de Alabama jamais foi um bloqueador dominante.

12. Vince Young (2006)

Talvez o atleta mais imaturo da lista. Muito talento, bastante liderança, mas pouca capacidade de lidar com fases ruins. Foi mimado demais no college e não conseguiu enfrentar a realidade na NFL. Briga com Jeff Fisher acabou custando o emprego de ambos.

13. Kenny Britt (2009)

Um grande talento em campo e um inconsequente fora dele. Jamais atingiu o seu potencial e foi embora sob vaias.

14. Andre Woolfolk (2003)

O elenco do Titans estava envelhecendo e precisava de ajuda o mais rápido possível. Woolfolk tinha todos os atributos físicos para se tornar um grande CB, mas nunca conseguiu jogar no nível que a NFL exige.

15. Jake Locker (2011)

Homem de muito caráter, porém pouca saúde. Quando dava mostras que poderia vingar, sempre sofria com contusões. Por ter sido um bust em um dos draft mais talentosos da história, infelizmente amarga uma das últimas posições.

16. Pac Man Jones (2005)

De uma só vez, o Titans consertou os seus problemas na secundária e no Special Teams, porém a festa durou muito pouco. O explosivo jogador destruiu a sua carreira após a grande temporada de 2006. Ficou insustentável manter Jones no elenco. Com ele em Nashville, o Titans podia ter chegado muito mais longe nos playoffs de 2007 e 2008.


Titans trocou a sua escolha em 2001 pelo Kevin Carter, um dos melhores DEs da liga. Foi um bom jogador aqui. Três anos depois, com várias estrelas deixando o clube, Reese optou por acumular picks. Foram 13 seleções e ninguém vingou.