terça-feira, 10 de novembro de 2015

Titans 34 x 28 Saints

O que falar de Mike Mularkey, esse head coach que eu mal conheço, mas já considero pakas? A vitória contra o Saints serviu para mostrar que não estávamos loucos. Sim, Ken Whisenhunt é um péssimo treinador, talvez o principal responsável por atrasar o desenvolvimento do time.

Diante de mais de 70 mil pessoas no Louisiana Superdome, todas esperando uma surra, o Titans corrigiu pequenos erros que comprometeram o time nas últimas rodadas. A primeira mudança ocorreu na linha ofensiva, com Poutasi perdendo a titularidade. Bell jogou de RT e Looney de LG. O grupo continua fraco, longe do ideal, mas agora é possível proteger o QB e tentar correr com a bola.

O gameplan também passou por alterações. Houve um equilíbrio do jogo aéreo com o terrestre, o que beneficiou Antonio Andrews, no momento, o nosso melhor RB. Estou muito ansioso para a estreia do Cobb, uma vez que não consigo mais ver Dexter McCluster jogando. Como o Sankey deve ser ruim para pegar banco pra esse cara. PQP!

Com Mularkey ainda vimos Dorial Green-Beckham em campo em inúmeras jogadas. Isso aconteceu porque o coaching staff desenhou diversas jogadas pensando nele. DGB ainda tá muito cru, erra diversas rotas, mas isso não pode impedir que um WR com tanto potencial fique fora de campo. Usamos e abusamos das rotas slant e em todas ele conseguiu se sair bem. Nos próximos jogos os nossos adversários vão estar preparados, aí veremos se o DGB está evoluindo ou não.

Apesar da inesperada vitória, nem tudo correu bem em New Orleans. Não vou criticar a defesa, sair de campo com apenas 24 pontos sofridos (não vou levar em conta aquele ROUBO, ESTUPRO, ASSALTO que aconteceu no último TD do Saints. Toma vergonha na cara NFL!!!) foi algo sensacional. Gostei de diversas chamadas do Jason Michael, mas você não vencer nessa liga com tanto conservadorismo, mas ele aprende rápido. Preciso ressaltar.

Foi muito bom ver o time jogando com tanta garra. Merecemos a vitória. A diretoria parece estar empenhada em colocar a franquia no topo da NFL. No próximo domingo acho que vamos surpreender o Panthers. Será um jogão!!


TITANS UP!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Os erros capitais de Whisenhunt

Ainda sobre o Whiz, listo os motivos que fizeram com que ele não ajudasse um ataque jovem e mediano a não produzir como deveria:

Incapacidade de adaptar o esquema

Whiz se mostrou inflexível com o seu esquema desde que chegou. No ano passado, essa mentalidade limitou a participação do melhor jogador do time, Kendall Wright. Já na atual temporada, ele deixou de lado a mobilidade do Mariota, algo que ninguém imaginava que aconteceria. Sem falar que ele poucas vezes tentou usar mais de cinco bloqueadores na linha ofensiva, mesmo quando a mesma se mostrava incapaz de proteger o QB por poucos segundos.

Falta de ritmo aos RBs

Por ronde passou, Whiz encontrou problemas para correr com a bola, mas em Tennessee essa falha foi mais grave. O time não conta com nenhum grande RB, longe disso, mas a falta de ritmo mata qualquer ataque terrestre. Quando Andrews parecia se mostrar capaz de correr com a bola, ele tinha que ceder lugar ao McCluster. 

Contra o Falcons corremos bem durante todo o jogo, mas isso não fez com que o jogo corrido tivesse prioridade. Mettenberger lançou a bola mais do que devia. O resultado todos já sabem. 

Insistência com jogadores ruins

Em seu última partida no Titans, Whiz viu Bishop Saneky mostrar mais uma vez que não deveria retornar os kickoffs da equipe. Após o jogo contra o Bills, quando ele deixou a bola escapar várias vezes, a decisão mais correta seria usar o Dexter McCluster, mas ele insistiu com o erro.
Com Poutasi foi a mesma coisa. Mularkey já disse que vai fazer alterações na OL, e garanto: Poutasi difilmente começará um jogo como RT este ano

Gafes na função de head coach


Quando chegou ao Titans, Whiz recebeu elógios por ser um HC que chama as jogadas ofensivas, mas parece que acumular essa função fez com que ele se esquecesse de outras. Além de desafios bizarros, em várias ocasiões ele fez uso dos tempos quando não devia. Nesse domingo vi algo inacreditável. A 3 segundos do 2 minute warning do primeiro tempo, antes de um punt do Texans, ele pediu tempo. Sim, isso mesmo. Ele queimou um timeout antes de duas pausas obrigatórias. 

Ken Whisenhunt está fora do Titans

O que todos queriam aconteceu quando ninguém esperava. No início da tarde de hoje, o Tennessee Titans comunicou a imprensa que o head coach Ken Whisenhunt está fora da equipe.

Contratado no início de 2014 por conta de seu sucesso como coordenador ofensivo, o ex- Tight End deixa a franquia após dois jogos em que não chegamos a marcar 10 pontos. Além da incapacidade de incomodar os seus oponentes, com Whiz jamais vimos o ataque com um jogo corrido forte e qualquer tipo de proteção eficiente ao QB.

Junto com a demissão de Whiz, Steve Underwood, Presidente do clube, anunciou que o atual técnico dos Tight Ends, Mike Mularkey, vai comandar o time no restante da temporada.

Mularkey tem um bom currículo como coordenador ofensivo, porém ele falhou quando chegou ao cargo de Head Coach. Em três temporadas com Bills e Jaguars. ele conseguiu vencer apenas 16 jogos.

Mularkey prometeu um time mais disciplinado e guerreiro, algo que não vimos com Whiz. Espero ver com ele um ataque mais balanceado. Ele gosta de RBs fortes e de formações com vários TEs e um FB. Acho que Cobb e Andrews vão se sentir mais confortáveis nesse esquema.

O que ficou claro pra mim durante a entrevista coletiva é que a falta de proteção ao QB pesou bastante na queda do Whiz. A franquia entende que o Mariota é o futuro, por isso um HC que coloca a sua saúde em risco é inviável.

Gostei de saber que a Amy Adams Strunk, a nova mandachuva do time, ficará responsável pela contratação de um novo head coach. Isso e a ausência de Ruston Webster mostram que o time também deve ir atrás de um novo GM!!!


No fim, Whiz se despede com um retrospecto de 3 vitórias e 23 derrotas, sendo que ele venceu apenas um jogo quando não teve oito meses para se preparar para a partida. De bom sob o seu comando, a escolha de Marcus Mariota. O resto prefiro esquecer.